Mostrando postagens com marcador pessoais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pessoais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vergonha alheia

Sei que sou chata pra caramba, com relação ao que vejo escrito por aí. Mil desculpas a quem já passou por uma situação embaraçosa por minha causa... é que, diferente do que vejo no Facebook, por exemplo, onde as pessoas reclamam da transcrição da fala para o papel, uma questão mais de preconceito que de erro, vejo pessoas de dois tipos: as "metidas" a escritoras, que querem escrever difícil sem saber, e as que precisam saber escrever de forma apropriada a situação, como professores e profissionais da educação em geral. A minha história, ou melhor, meu drama, é com o último grupo. Tenho um filho, e eu não me lembro de ele estar em uma escola (a não ser no jardinzinho, que meio que não conta pra isso) em que os profissionais envolvidos na educação dele não escrevessem sem um mínimo de respeito pela ortografia. Cheguei, uma época, a fazer uma lista com os textos dos bilhetinhos enviados pela professora. Agora, na terceira escola em que coloquei meu pobre filho nômade acadêmico, quase chorei de indignação quando, ao chegar no balcão da secretaria para pegar as provas dele, me deparo com uma pasta não sei de quê, com uma etiqueta ENORME onde se lia: "LEVA E TRÁS". Entendo que tem palavras que, por terem o mesmo som, podem ser confundidas e a falta de hábitos de leitura (algo também condenável a educadores, na minha opinião, mas enfim) só piora isso. Mas em uma secretaria com quatro pessoas trabalhando direto, ninguém notar o erro ou pelo menos se questionar, simplesmente é absurdo. Eu sei. "Bitchy". Mas não tem Marcos Bagno que salve. Pra mim não justifica.
Marradas irritadas

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tristeza

Sei que vou soar dramática, mas essa semana uma parte de mim se apagou. A minha porção rebelde está em estado de coma desde quando confirmei as suspeitas de anos atrás, quando um amigo de família "entregou" que o PT foi criado para controlar os trabalhadores, mantê-los satisfeitos na ilusão de representatividade. Ele me vendeu um peixe pra lá de podre - mas me ensinou uma lição. Nem tudo o que você vê é o que acontece. E às vezes acontece, mas não pelos motivos que parecem.
Já sabia de tudo, mesmo antes da encenação ridícula na assembleia patética a qual não compareci - sabia que eu não ia gostar daquilo, desde que se falou em conciliação, parei - isso não dá certo nem em divórcio, quem dirá num movimento que deveria ser grande e de certa forma foi, mas não fez nem cosquinha. Que New York que nada. Brasília é a capital da pizza, e fomos convidados pr'aquela festa pobre, bater palma pra maluco dançar... 
Sabia que os dirigentes iam jogar. Sabia que os articuladores na verdade não articulavam nada, eram eles os articulados. Bonecos, fantoches. Sabia, desde Abril eu sabia. Eu via. Acham que é pouco tempo, tem quem já saiba há muito mais, mas estou há pouco nessa categoria, e apesar de já ter me decepcionado com Uniões e movimentos sindicais pela vida afora, ainda mantinha fé no ser humano, naquele que a máquina tenta engolir, mas de alguma forma ele resiste, dá pirueta e depois de muita luta, se liberta. 
O cheiro de mofo voltou a reinar. Terei outra chance de tirar minha rebelde interior do CTI? Agora só o tempo poderá dizer. E me reservo o direito de me calar (como se faz pateticamente com futebol e religião) a partir de hoje, pois no momento estou cercada de urubus, prontos a trucidar meus pobres argumentos, mesmo eles não os tendo nenhum. Perdi a moral. Foda-se.

marradinhas fracas - pega leve, cansei né...
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Do meu "passe" milionário

Metáforas e metáforas. Primeiro, meretriz do ensino. Agora, atleta disputada...
Oi!!! Faz tempo né?? Explico: minha carreira deu uns "slalons" esquisitos, ora pra direita, ora pra esquerda, e eu ainda não sabia como processar tudo isso. Estive dois meses envolvida com um trabalho que não tem a ver com sala de aula, em que não tive retorno, ao menos não como eu esperava, e colhi impressões bastante controversas a respeito dele. Ao mesmo tempo, estava em sala de aula, em um curso de línguas através do qual me apaixonei de novo pelos métodos que focam na fluência. Mas sentia como se tivesse em um relacionamento em crise: as pequenas coisas, que antes não me incomodavam, hoje fazem toda a diferença. Mas hoje em dia sou mais profissional, menos "barraqueira", e ao invés de arrumar confusão sou simples e direta: tem problemas: vão resolver? bem. Não vão? Peço demissão. Minha área e minha experiência me permitem isso. Hoje posso me dar ao luxo de escolher o que é melhor pra mim, mudar de ideia e partir pra outra, ainda melhor.
Atualmente estou na espera de uma resposta, ou melhor, de duas, com caminhos bem diferentes: Um é um dos meus sonhos, uma escola bilíngue. O outro nunca foi meu sonho, mas é algo que descobri que gosto de fazer. Não dá pra fazer ambos. Ou eu tiro par ou ímpar, ou escolho o que vier primeiro...
Após frustrantes tentativas de salvar o "casamento" citado acima, recebi uma proposta de um lugar que achei que não iria mais. Um curso que uma colega indicou, mas que eu já havia mandado o currículo há dois meses, pelo menos, sem resposta. Totalmente inesperado, mas depois do contato, foi tudo bem rápido, e veio a calhar. Está sendo ótimo, e posso continuar exercitando meu "hobby" e recebendo de forma mais justa. Óbvio que não iria sair sem vantagens. Afinal, o magistério é uma carreira cheia de desvantagens por natureza. É mais ou menos como ser cantor, ou atleta. Tem inúmeras vantagens, se você se destacar, mas pode ser frustrante em alguns aspectos. E já tenho joelho bichado e calos nas cordas vocais, então, que venha a fama!!! Já passou da hora!!
Marradas divônicas!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sacerdócio tem limites!!!

Hoje me dei conta de que tem quase dois meses que não escrevo aqui. Mas isso tem justificativa. Há coisa de um mês entrei em modo "slave". Diminuí o ritmo em sala, mas estou trabalhando todos os dias, em outros projetos, tão absorventes quanto as aulas, se não mais. Por um lado está sendo bom, enriquecedor, e de certa forma tenho o melhor dos dois mundos. Por outro, e o que me leva ao post de hoje, está sendo desafiador demais, e não no bom sentido.
Bom, todo mundo sabe (ou deve ter deduzido) que sou meretriz da Rede Pública de exploração do Magistério, e que também faço uns michês para uma casa particular de ensino de idiomas. Bem, nesta última entrei por "hobby", mais do que pela grana, até porque, por incrível que pareça, eles pagam BEM menos que na rede Pública. E isso é mais comum do que se imagina. O caso é que, apesar de só estar em sala nesse curso no momento, e de gostar muito de lá, estou meio que me decepcionando cada dia mais e mais. E isso é legal (!), porque me fornece dados pra analisar e chegar a conclusão óbvia: salário bom não é tudo, mas quando tudo vai mal, sem dúvida faz diferença o valor que se recebe. Não pretendo largar, até porque ainda é uma parte boa da minha vida, e nesse momento o único lugar onde estou lecionando, mas vou reduzir minha carga horária sim.
O curioso é que soube que a diretora comentou a respeito dos valores pagos. Parece que quem quer ganhar aumento tem que bater na porta dela e pedir, explicando porque merece ganhar mais. Isso me leva a dois pensamentos: primeiro, o que a leva a crer que a contrapartida que ela dá (se é que dá alguma) é boa o suficiente para isso? (em outras palavras, que moral ela tem pra achar que tá podendo assim?); segundo, no contexto atual, em que existem centenas de cursos de idiomas catando papel na ventania (eles inclusive), caçando professor desesperadamente, essa atitude poderia ser encarada como inteligente do ponto de vista empresarial? Seria melhor se ela fizesse um plano de carreira, mas não dá tempo pra isso, já que a alta rotatividade dos funcionários não permite que tenham uma carreira sólida por ali, e me dá uma boa pista do valor que ela dá ao pessoal, e o que ela prioriza em seu negócio. E garanto a vocês, também não é manutenção física nem de equipamentos. Enfim. Vivendo e aprendendo.
Não quero que isso soe como comentário maldoso. Gostaria até de poder fazer uma crítica construtiva, diretamente a quem de direito, mas sei que não seria possível, principalmente porque tudo que eu falo soa menos como crítica construtiva que como projeções venenosas, hehe. Sendo assim, fica em "off', a título de desabafo, como tudo aqui nesse bloguin.
Marradas "venenosas", hihihi.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Atacada


Uma dica, meio óbvia: quando comprar livros em sebos virtuais, verificar sempre seu pedido antes de confirmar. Acabei de receber um livro que pedi. A coleção correta (Para gostar de ler – Editora Ática), o volume errado. Chato. Esse volume eu até nem li,mas queria o outro, que já tinha lido, só por causa de um conto. Era “Teleco, o coelhinho”, de Murilo Rubião. “Ah, que bonitinho, pensou em passar pros seus alunos na Páscoa?”. Ack. Que nada. Gosto desse conto. O surreal não espanta nele. O que surpreende é a humanidade. Amo essa desconstrução da normalidade que Murilo Rubião promove nesse conto.
Aí justo nessa semana tipo “inferno astral”, onde deito fogo pelas ventas (além do meu normal, é claro, hehe), resolvem me provocar. Mas não satisfeitos, os provocadores querem que eu participe da “festa”. Desnecessário, né? Dá pra explicar: Depois de ignorarem completamente meu trabalho, subestimando a importância da “Língua Estrangeira Moderna” para o momento no país, com a Copa, as Olimpiadas e blablablá (hate that stuff), ainda inventam uma bosta de projeto comédia, que só podia ter saído da cabeça de uma Pedagoga (Desculpe gente, que vocês foram pra Faculdade que nem eu, mas né...? ) que a princípio seria uma ótima oportunidade de entrelaçar todas as disciplinas, mas que, além de anular completamente cada uma delas, o faz em detrimento do conteúdo principal! Afinal, que maluquice é essa de falar sobre a natureza, e dividir as turmas e professores orientadores por “elementos da natureza” (sic), a saber: fogo, terra, água e ar. Peraí: fogo? Como assim? E quer que eu fale sobre o “fogo que destrói” ou o “fogo que constrói”? Eu, nem um pouco sutil, tive que perguntar: “Aham, e o que tem isso a ver com minha matéria?” ao que a 'Pedabesta' responde: “Não precisa ter NADA a ver com sua disciplina! Os professores vão pensar em uma tarefa em conjunto pros alunos apresentarem no estande!”. Com um sorriso de meio metro na cara. É claro, pra ela é lindo, é fácil dizer. Professora polivalente. “I'm sorry”, tenho imenso respeito por cada uma das minhas professoras primárias, lembro de todas com carinho, aprendi a ler com elas e só por isso já as reverencio, mas é isso aí. Esse é o papel delas. Não inventar papagaiada pra dar nota pra aluno. Ah, e nem me fale disso, que já foi outra que tive que engolir. Nota pra SAERJinho e DOIS pontos pra esse projeto que não tem nada a ver com a porcaria da minha matéria!!!! Faça-me o favor: Parem essa 'joça' que eu quero descer.
O mais engraçado: não atingimos as tais metas ano passado por causa do turno mais engajado pedagogicamente da escola (matutino). Nossa meta de aprovação (turno da tarde) foi cumprida com folga, o da manhã não, resultado que nos deixou a UM ponto de receber o bônus maravilhoso de Seu Cabralzito, hehe. Tenho orgulho (!!!) de dizer que tanto o índice horroroso de 2011 quanto o índice um tanto melhor de 2012 se devem (boa parte deles) a mim, junto com Ciências e Matemática. E me orgulho principalmente porque não mascarei UMA nota sequer. Simplesmente aprendi a língua deles, e eles em troca tentaram aprender a minha. Se funciona pra todo mundo não sei. Só sei que comigo funcionou, e vou continuar fazendo isso. Mas esse ano fiquei mais satisfeita ainda de não ter ganho os salários extra. Hehe.

Marradas ácidas (agora sim)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ainda de Lawrence

Esqueci do pequeno detalhe na divulgação desse blog: ele vai para o Twitter, e tenho um Twiterfeed no Facebook... bummer. Bom, azar. Quem se revoltar com minha "gororoba" digital e não voltar mais vai perder a sobremesa show de bola. Povo besta e sem paciência.
Como eu ia dizendo naquele outro post, tivemos nossos benefícios. Em nenhum momento disse que essa viagem foi perdida. Só queria que tivesse sido mais de acordo com o que pensávamos!
Para citar uma coisa boa: materiais. De fotos a lembrancinhas, passando por cupons e folhetos dos lugares que visitamos, tudo super bem feito, e que serve como base (o nosso "content") para aulas mais dinâmicas e realistas. Hoje mesmo já usei algumas fotos para "conquistar" uma turma difícil, que não se conformava em não estudar com uma outra professora e ameaçava se "amotinar"... em cinquenta minutos, apaixonaram-se pela "Jayhawk Baixadeira", hehehe... é claro que isso foi no curso de línguas; ainda não sei qual vai ser a reação na escola pública mesmo, principalmente depois de um mês sem dar as caras, já que nos deram os dias de férias que passamos fora. É bem capaz de me ignorarem ou perguntarem: "ah, professora, porque você não ficou por lá? Tava tão bom sair mais cedo/entrar mais tarde/ficar de bobeira no pátio!!!"
Outra coisa boa: por mais que o curso em si tenha sido um fiasco, a experiência de estar em outro país, com pessoas falando naturalmente o inglês bem à sua volta é singular. E testar seu nível de interação com um falante nativo é uma massagem no ego, a depender do quanto o seu interlocutor vai te compreender. Sim, é relativamente fácil para brasileiros entenderem um americano "culto", mesmo que seu nível não esteja muito bom. Difícil mesmo é se fazer entender, por melhor pronúncia que tenhamos, simplesmente porque a questão não é a pronúncia. Mas isso não é assunto pra hoje. Nem pra cá, meus queridos... se querem saber mais, inscrevam-se no programa e vão lá descobrir, ora!!
A experiência foi mesmo bastante interessante, do ponto de vista, digamos, "antropológico". Mas foi sofrida pra dedéu. Ainda estamos colhendo os frutos amargos dessa aventura meio louca. Pelo menos foi um pouco mais proveitosa que a última empreitada à la "Big Brother" que tentei. É, pode falar, sou meio pirada mesmo...

Marradas "Pattern B" (Essa é piada interna. Valeu gente!!!)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Retrospectiva Lawrence

"People", mil desculpas por ter deixado de postar sobre a viagem. Bom, pra resumir tudo, a viagem foi super tumultuada, fiquei ocupada com os trabalhos e... bem, preciso resumir pra vocês de algum jeito, então vamos lá.
Primeiramente, quero deixar bem claro que isso aqui é meu "women's cave", e parto da premissa que nessa bagaça quem manda sou eu e as opiniões expressas aqui são sim de inteira responsabilidade MINHA, e é exatamente por isso que certas coisas aqui nunca irão para o Facebook por exemplo, ou para o blog de crônicas.
Dito isso, e vocês irão entender o porque disso em um segundo (ou minuto, dependendo do quão lentos vocês são, huahuahua), passo a descrever o que foi esse treinamento. Basicamente, um truque político muito bem arquitetado para mostrar que nosso governo está muito preocupado com a Educação Pública no país. Estão tão preocupados que mandaram professores altamente qualificados (fizemos um teste de proficiência, tá? E fomos muito bem!!) estudar nos Estados Unidos, mas estudar o quê? Pronúncia, redação e cultura dos Estados Unidos, mais precisamente do meio-oeste dele. Hum.
Preciso dizer: estou falando por mim, e por meu grupo, pois tirando uma meia dúzia de seis ou sete, nos sentimos inferiorizados com a situação. Mas tenho certeza que a maioria vai preferir calar, ou porque são muito polidos (sou da pedra lascada, então, "bite me"), ou porque os benefícios extra compensaram. É claro que os benefícios existiram, e vou falar deles muito em breve, mas não antes de deixar as coisas bem claras: poderíamos ter ido muito melhor. E não é só papo de inconformista não. Faltou, no mínimo, boa fé dos nossos caros “yankees”, ao não nos tratar como bons profissionais em busca de aperfeiçoamento que somos. Sobrou “underestimation” e inferiorização no planejamento e execução de algumas atividades. A nossa sorte foi que tivemos alguns professores sensíveis as nossas questões e que prontamente nos ajudaram, como puderam, a fazer o que realmente fomos lá para fazer: aprender a ensinar cada vez melhor uma segunda língua. (Thank you, Dawn and Tracy!!!).
Não quero desanimar ninguém, esse é um ótimo plano, principalmente se pensarmos no que foi gasto em nosso "benefício", esse entre aspas porque na prática vimos muito pouco do montante que (descobrimos) foi reservado para essa "superprodução". É claro que a infra estrutura era excelente, apesar do lugar ser quase inóspito, e que os materiais, livros e as "field trips" sem dúvida custaram um bocado. Mas, enfim... Aos próximos bolsistas que me perguntarem, direi cobras e lagartos, mas direi também que fomos os pioneiros, que eles vão tentar melhorar nas próximas, tal e coisa... mas tenho a impressão que não vai adiantar muito. Os que ainda acham que tudo o que vem dos Estados Unidos é perfeito vão me olhar como se eu fosse uma alien, mas só eu saberei que eles também irão se tornar aliens também, só que menos conscientes.
Marradas com conteúdo (content-based?)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Estou no Kansas!!

Por pior que seja o emprego, sempre tem suas compensações. Se não tiver, é melhor desistir e virar camelô, rs. O meu é mais ou menos assim. Não pelo trabalho em si, mas pela instituição para a qual trabalho. Amo dar aula, mas às vezes é difícil trabalhar quando se tem certos limites, que estão lá para controlar e atrapalhar, não para ajudar ou educar. Mas a compensação veio na forma de uma bolsa oferecida pela CAPES e Fundação Fulbright para professores da Rede Pública de ensino, para estudar durante seis semanas em uma universidade americana. Digo com toda sinceridade: apesar de ser professora de inglês, nunca tive paixão pelos Estados Unidos. Amo estudar a cultura dos países, mas meu sonho era (ainda é) o Canadá. Mas uma chance dessas só louco não aproveita, afinal, era pra estudar, de graça, em uma instituição valorizada principalmente pela qualidade. Superando minhas inseguranças, meu medo de parecer "fabricada", ou de ter meu valor pelo que batalhei até agora apagado por essa pequena experiência no exterior, fui lá e fiz o processo de seleção.
Resumo da ópera, passei, fiz todos os procedimentos, inclusive uma via-crucis para tirar meu passaporte a tempo de mandar a imagem um mês antes (não sei porque a pressa, mas enfim...). Lá fui eu. Ou melhor, cá estou eu, em Lawrence, Kansas.
Universidade do Kansas.
Muito bonita. A cidade é pequena, linda, ótimo centro. O campus é enooooooorme, tem ótimos recursos, laboratórios, bibliotecas e todo o tipo de coisas que se pode ter em uma universidade. Estamos em um hotel, e todos os custos estão sendo financiados pelas instituições que mencionei, e a IIE, uma instituição nos EUA que trabalha com intercãmbio estudantil. Tudo muito bem cuidado, todos os detalhes são minuciosamente pensados, e desde o início tenho falado que estou me sentido "levada no colo", pois desde o primeiro instante em que assinamos o termo de consentimento, tudo nos foi providenciado.
Enfim, as coisas estão meio corridas, mas até o fim da semana publico um resumo diário do que aconteceu por aqui.
Marradas em inglês, pois estou em imersão!!! Rs.

domingo, 23 de setembro de 2012

Formação legal

Enquanto fico aqui pensando se faço uma segunda graduação (História ou Direito) ou um Mestrado sanduíche, assisto a um episódio de "My big fat gipsy wedding" onde uma das noivinhas confessa que mal sabe ler, mas acrescenta que "dá pro gasto". É, afinal, pra que ler, escrever, e tudo o mais? Bobagem, é melhor depender do marido pra saber os preços das coisas, ou navegar na internet. Pra que ler afinal, o objetivo de ler é aprender e o que mais ela precisa aprender, já que atingiu o ponto máximo de sua existência, se casando? O marido a sustenta, a orienta e é isso que ela precisa.
O que me intriga nisso tudo não é o aspecto cultural, coisa que não questiono, mas a passividade diante do aprendizado. Uma vez começado, o processo costuma ser irreversível. Quando aprendemos a ler, lemos tudo que é cartaz e "outdoor" pela rua, perguntamos o nome de todos para poder escrever e assim seguimos por toda a vida. Não é ser gênio ou "nerd", é querer evoluir. Sabe ler mal, e não tem opinião própria? Será que não dá nem um pouquinho de vontade de ter uma conversa inteligente fora do seu mundo doméstico? Volto a falar, é até o que falo pros meus alunos: Nem todo mundo aqui vai sair doutor não. No mundo cada um tem uma função a cumprir. O que não quer dizer que o cara que recolhe o meu lixo todo dia não possa ter um curso superior e usar seu conhecimento. Ou nem precisa ser curso superior, mas lê, se informa, aprende algo novo, de repente frequenta um salão de dança, quem sabe, ou faz parte de uma banda ou de um curso de teatro. Nada o impede de evoluir, nem mesmo seu trabalho. Por isso, mesmo pra quem não tem pretensão nenhuma, como muitos dos meus alunos, estar na escola é importante sim. Mas nem todos entendem isso, e acham que estão lá por castigo, e até continuam, mas sem entusiasmo, e assim que podem, fazem questão de esquecer essa fase tão importante das suas vidas. Ainda que a realidade não seja nem um pouco parecida com a dos ciganos ingleses, mas, enfim...
Marradinhas breves (volto daqui a pouco, peraí)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cansei de ver pop

Nessas férias (que não foram exatamente férias,já que tinha muita coisa pendente pra resolver, da Pós e de casa mesmo) calhei de mexer mais no tal do Facebook. Estou achando bem legal a ideia de entrelaçar tudo que publico na internet, juntar com meus achados e criar uma colcha de retalhos do que faço da rede (e que bem ou mal é reflexo do que faço fora). O que está acabando comigo é a falta de assunto de algumas pessoas, que acaba levando estas a postar muita coisa inútil, ou mesmo de gosto duvidoso. É claro que nem tudo precisa ser levado a sério, aquilo é um espaço democrático (clichê) onde se fala o que se pensa, quem sou eu pra julgar, afinal meu primeiro blog tinha essa intenção. A diferença é que meu blog está lá, onde só quem lê é quem cai na besteira de digitar o endereço (alguns salvam nos favoritos...vai entender). Já no Facebook a "coisa" fica lá, e todo mundo é meio que obrigado a ler. É claro que você pode bloquear o indivíduo abobrinheiro, mas coitado. De repente o cara tem realmente algo de relevante a dizer, e você vai penalizá-lo por causa de um memezinho ou cartaz cheio de erros de português? Claro que não! Mas tem hora que dá no saco. A cada postagem me dá vontade de comentar, mas sei lá quantos amigos meus não iriam me banir por causa disso... Não que eu dê muita importância, afinal, assim como faziam com meus blogs, eles pouco ou nada ligam para o que eu escrevo. Mas como diria o Jaiminho Carteiro, "es que quiero evitar la fatiga". Certo é que estou cansada mesmo, dessa nova versão do Orkut, disfarçada de vitrine "pop & hip". Espero que os meus amigos leiam isso e vejam que só sendo muito amiga mesmo, pra aturar isso tudo em nome da amizade...
Marradas CULT

domingo, 6 de novembro de 2011

Nao tenho idolos

Não tenho ídolos (comunidade do Orkut). Me perdoem, mas não consigo compreender a necessidade de adorar determinada personalidade por esse ou aquele motivo. Claro que me inspiro em diversas pessoas, que, famosas ou não, com suas ideias e atitudes me ajudaram a ser quem sou hoje. Acredito que deve ser super divertido ficar acompanhando o que seu Fulano anda fazendo, mas pessoalmente não vejo muita graça nisso. Prefiro eu mesma descobrir o que é relevante pra mim saber, e de repente procurar saber, desse ou daquele artista ou celebridade.
O motivo de eu estar falando sobre isso é uma reportagem veiculada em um jornal essa semana, que tratou de descobrir a escola onde o jogador Neymar estudou, quer dizer, a escola que o jogador frequentou. Prefiro assim, mesmo que soe como preconceito. Direi porquê. Na chamada para a reportagem, Tande pergunta: “E será que Neymar era o craque da escola onde jogava? Será que era bom aluno?”. Interessante colocação da palavras e a sequência das curiosidades, não acham?
Em primeiro lugar, no que vai acrescentar a nova geração, ou mesmo a nós, educadores e afins, saber onde era a escola do Neymar? Será que ter estudado lá fez diferença para a atual carreira dele? Isso quer dizer que se outras crianças sentirem que são os próximos Neymares da vida, deverão se matricular na maravilhosa escola formadora de craques?
Em segundo lugar, a tremenda jogada de marketing não para por aí. A princípio, no Brasil, o critério para se ganhar uma bolsa de estudos é ter boas notas. Ponto. Não existe ainda, no Brasil repito, uma política de isenção a quem tenha aptidões alheias ao meio acadêmico. Afinal, segue-se a lógica da necessidade. Para que um artista ou um atleta precisa de uma educação diferenciada? Nossa educação ainda é voltada para o Acadêmico. As pessoas precisam de base teórica para exercer profissões técnicas. Note-se que, na reportagem, a professora dele disse que ele “ficava sempre na média”. Depois vamos discutir sobre o que é uma média.
Hoje, graças à democratização do ensino público, todo mundo tem vaga garantida em qualquer escola pública. E digo de cadeira: o ensino público está melhorando, em muitos aspectos, principalmente em relação ao pessoal. Os professores em sua maioria são recém formados, o que ao contrário da Medicina por exemplo é vantagem. Nossas mentes estão mais frescas, as metodologias aprendidas estão atualizadas e estamos mais próximos em idade da nossa clientela, o que nos faz entender e trabalhar melhor com eles. E acima de tudo, o que eu sempre digo para eles é que não é a roupa que faz o monge. Não é a escola que vai fazer diferença. É o esforço individual. Tenho ótimos alunos, que estão genuinamente interessados em aprender e não apenas passar, a quem dedico um esforço só comparado ao de escola de línguas onde trabalhei. Aos outros, procuro tirar dúvidas, mas à medida em que percebo, durante uma explicação, a conversa paralela deliberada, nem me dou ao trabalho de repetir as instruções do exercício. Para esses alunos, sou “ignorante” e “grossa”. Desculpem amores, nada pessoal.
Já perdi a conta das vezes em que discuto “professions” com meus alunos, sempre perguntando o que os pais e mães são, para que eles exercitem o vocabulário, e quando passo para o que eles querem ser, ouço alguns “soccer players”, mas a maioria responde, no velho e bom português, “traficante”. Nota: “minha” escola não fica em comunidade não. Para esses, nem reportagem do Neymar na escola, nem bolsa de estudos em escola cara vão mudar o fato de que seus ídolos estão bem mais próximos e são bem mais fáceis de seguir do que os da televisão.
Marradinhas carinhosas

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Niver de miguel

Foi super legal. Posto as fotos depois.
Ano passado tinha prometido a ele que se conseguíssemos comprar a casa eu faria uma mega festa. Ele se conformou quando não conseguimos casa nenhuma. Mas esse ano eu tava muito chateada de não fazer nada pra ele de novo, mas também não queria fazer nada grandioso, até porque estou sem condição nenhuma. Resolvi fazer uma festinha à moda antiga. Pedi pra ele escolher dez a doze amigos, estabeleci um orçamento e caí dentro. Comprei tudo, desde o leite condensado pros brigadeiros até os enfeites, mas resolvi personalizar aquelas sacolinhas surpresa. Fiz umas cestinhas de garrafa PET, ficaram uma gracinha. Aproveitei o Cartão Cultura (!!!) e comprei na papelaria guache, gesso e forminhas, e massinha de modelas, fiz várias estações de atividades, de pintura em gesso, modelagem em massinha, providenciei UNO e jogos da memória e improvisei uma "casa de palha", no antigo abrigo da nossa cachorrinha, que por sinal ganhou o canil há muito prometido, feito meio a toque de caixa pelo meu marido por causa das crianças. A casa de palha na verdade era o telhado do abrigo, cercada por esteiras de palha e uma toalha rústica que eu uso no Natal, servindo de porta/cortina. Forrei o chão com o tapete da sala que já está meio gasto e pronto!
O tempo ajudou, ficou meio frio mas não choveu, como era previsto. Ainda bem, porque peguei uma queda de braço com minha mãe, que pra variar queria uma das "superproduções" bem ao estilo dela, mas totalmente fora da nossa realidade. Por fim ela me convenceu a dar o bolo. Deixei porque senão ela ia fazer biquinho.
No final, tinha muita sujeira no quintal, sobrou bolhas de sabão e marshmallows até o dia das crianças, e faltou pique no dia seguinte pra organizar tudo, mas valeu. Miguel disse que adorou, que eu era uma ótima organizadora de festas (!), e isso pra mim bastou. Era isso que eu queria, deixar ele feliz no dia dele.
Marradas.